100 STARTUPS to WATCH

No meio do caminho havia uma pandemia. Uma pandemia no meio do caminho trouxe um novo contexto social e econômico, baseado em incertezas duradouras.  Enquanto finalizávamos o longo processo do prêmio 100 Startups to Watch, assistíamos estupefatos às consequências mundiais e profundas da disseminação da covid-19.  Mais atual do que nunca, o conceito de uncertain times norteou os 14 jurados, o time da Editora Globo envolvido na premiação e a consultoria EloGroup, responsável pela metodologia. Para chegar a uma seleção justa, levando-se em conta os acontecimentos de 2020, completamos um ciclo de oito meses de prospeção, apuração e análise. O resultado final você confere nesta edição pra lá de especial, contendo a terceira lista anual das 100 startups mais promissoras do país, capazes de impactar diferentes setores da economia. 

É uma grande responsabilidade — e motivo de muita satisfação — ter sob o meu guarda-chuva premiações importantes da Editora Globo, como o Prêmio Época NEGÓCIOS 360o, focado nas empresas consolidadas dos segmentos mais importantes do país, e o Guia de Franquias, que apresenta os destaques do setor. Posso dizer que passo o ano inteiro envolvida em metodologias, análises e parcerias, para oferecer à sociedade uma bússola dos negócios que fazem a economia girar — desde as empresas nascentes até as grandes companhias. Tenho acompanhado mudanças relevantes nesse cenário, como o espaço cada vez maior ocupado por questões ambientais e de diversidade nos balanços e na reputação das empresas. 

Com o ecossistema de startups não foi diferente. O ambiente de inovação amadureceu na velocidade do seu crescimento. Um claro sinal pode ser percebido pelo número de novos unicórnios em 2019 — cinco no total, colocando o Brasil como o terceiro colocado nesse quesito, atrás dos Estados Unidos e da China. E também pelo número de investimentos realizados durante esse período, ignorando o curto prazo e focando no potencial disruptivo dessas empresas. A lista que publicamos hoje traz startups que em breve vão aparecer nas outras premiações da casa, dessa vez como negócios consolidados, colaborando para a geração de empregos e a economia do país. A seleção foi baseada em dados qualitativos e quantitativos analisados pelos nossos juízes. Agradeço a cada um deles, profissionais com reconhecida contribuição para o ambiente de empreendedorismo e inovação. 

Nem tudo é perfeito. Sabemos que muitas das 15 mil startups do país precisaram diminuir a folha de pagamento, adiar a captação e até mesmo encerrar as atividades. Mas, como diz Flavio Pripas, investidor da Redpoint eventures, nunca houve um tempo com tantas oportunidades para essas pequenas empresas. Todo o trabalho já realizado por aceleradoras, coworkings, programas de inovação e iniciativas do governo parece ter servido de alicerce para que as startups pudessem participar efetivamente desse momento de transição, seja na digitalização e automação de processos, seja na resolução dos enormes problemas acentuados pela pandemia. 

Também por conta desse cenário, abrimos um capítulo à parte. Apesar de não estarem na lista, destacamos algumas startups que, independentemente do potencial de escala, ajudam a combater a pandemia, o racismo, a desigualdade social e as mudanças climáticas, temas centrais que varreram os continentes neste ano. É sempre muito bom poder trazer boas notícias para os nossos leitores. Vocês podem acompanhar o resultado desse trabalho coletivo nas plataformas físicas e digitais de nossas marcas de negócios: PEGN, Época NEGÓCIOS e Valor Econômico. Um agradecimento especial ao gerente de negócios digitais Fabiano Candido, que coordenou as 100 Startups to Watch com o apoio inconteste da EloGroup, dos jurados, dos jornalistas e de todo o ecossistema. Juntos, realmente somos e seremos mais fortes.

Para ter acesso ao conteúdo integral da edição,acesse a Pequenas Empresas & Grandes Negócios pelo aplicativo Globo+, que está disponível na Google Store e na iTunes Store. 

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