A vocês, empreendedores brasileiros

Vou dormir pensando que estou morrendo de medo. Acordo inundada de e-mails e mensagens de vocês e penso: que medo que nada, vamos à luta com os empreendedores. Obviamente, obedecendo as recomendações dos especialistas, nos protegendo, olhando sempre pelos mais vulneráveis e reconstruindo as nossas vidas, o país e, quem sabe, o mundo, em uma base mais sólida. A responsabilidade que temos é de proporções bíblicas. 99% das empresas do país são micro e pequenas, sendo responsáveis por 27% do PIB e respondendo por 54% do emprego formal. Nada que corresponde a 44% da massa salarial dos brasileiros pode ser chamado de micro ou de pequeno.

 

 Somos gigantes, e vou explicar por que eu e vários outros repórteres e jornalistas nos incluímos nessa lista. Primeiro porque somos responsáveis por uma cadeia de fornecedores e também temos pouco tempo para nos reinventarmos. Depois, porque sou filha de empreendedores, nascida e criada em crises. Nem me animava tanto com a montanha-russa do Playcenter, porque a minha infância e adolescência foram equivalentes a uma Kingda Ka, montanha-russa do tamanho de um prédio de 40 andares. A cada plano econômico, a cada crise, eu via meus pais diante de ansiedade e incerteza com o fechamento da folha de pagamento, os impostos, os fornecedores.

 

Estou atônita, como todo mundo. Mas, se tem uma coisa em que eu acredito, é nos empreendedores e na fibra de vocês para reconstruir o país com criatividade, força e rapidez. Estamos ouvindo vários exemplos de como repensar os negócios e trabalhar em uma rede de apoio e generosidade. E em muitos casos – como naqueles de bares e restaurantes – com o apoio dos consumidores, que estão aderindo aos pedidos online ou comprando vouchers para utilizar quando o estabelecimento reabrir.

 

 O vírus alterou o caminho, mas não parou. Mais do que nunca, nós estamos participando de uma mudança de paradigma, em que os segmentos estão assumindo a liderança, o diálogo com o consumidor e com o poder público para salvar negócios, empregos e atender às oportunidades que estão surgindo. Como imprensa, somos parte dessas mudanças também.

 

 Nunca houve tanta procura por conteúdo sério e, ao mesmo tempo, tanto pedido de ajuda da nossa audiência. O que vocês passam a receber a partir de agora é o que estou chamando de jornalismo agudo. Precisamos ser cirúrgicos nas dicas, objetivos nas entrevistas, rápidos nas publicações. E, por isso, adaptação é a palavra-chave para conseguirmos sobreviver e entregar o que vocês precisam. Nos próximos três meses, estaremos publicando a edição 100% online da Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios. Reforçamos o time para a cobertura online e, como grupo, criamos uma força-tarefa para ajudar os pequenos negócios.

 

 A PEGN passou a ser gigante e agora também tem o apoio do Valor Econômico, da Época NEGÓCIOS, dos jornais O Globo e Extra. Nossa campanha Apoie o Negócio Local produz conteúdo descentralizado e focado em ferramentas e iniciativas para que você consiga dar continuidade aos negócios. É um movimento enorme, que precisa ser abraçado por todos e se espalhar exponencialmente. Só que reverberando esperança, coragem, solidariedade e união. Novos tempos se aproximam. KondZilla, o homem que se fez pela internet e é o mestre dos magos das redes sociais, o melhor do mundo que saiu da periferia para ser um dos mais influentes empreendedores digitais, vai ajudar os nossos empreendedores a dar os primeiros passos. Esta edição inteira é um manual digital para sobreviver em tempos de crise, isolamento e novas ameaças. Com resiliência e a coragem que os empreendedores têm.

Para ter acesso ao conteúdo integral da edição,acesse a Pequenas Empresas & Grandes Negócios pelo aplicativo Globo+, que está disponível na Google Store e na iTunes Store. 

GoogleStore.png
AppStore.png
Logo-Novo-Finalizado---Sem-fundo.png