GUIA DO CRÉDITO PARA 2021

Onde conseguir os recursos certos para enfrentar a retomada e acelerar o crescimento no ano que vem

Conseguir crédito em plena pandemia foi um dos maiores desafios dos donos de pequenas e médias empresas em 2020. O primeiro impacto da crise sanitária, ainda em março, foi fulminante. Diante da imediata retração econômica, causada pela queda do consumo e pelas incertezas quanto ao futuro, as torneiras do crédito se fecharam. Em maio, o governo reagiu, instituindo o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), com o objetivo de facilitar o acesso dos micro e pequenos empreendedores aos recursos necessários para se manterem de pé. De lá para cá, o programa já liberou mais de R$ 30 bilhões, por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO), que funciona como avalista. Outra iniciativa estreou no mês passado: o Programa Especial de Acesso a Crédito na Modalidade de Garantia de Recebíveis — conhecido como Peac Maquininhas. Com disponibilidade de R$ 5 bilhões, é direcionado a MEIs, micro e pequenas empresas. Ações como a diminuição de alíquotas tributárias, prorrogação de recolhimentos fiscais e o auxílio-emergencial também ajudaram. 

“Os pequenos negócios representam 97% da economia brasileira, sendo responsáveis por metade dos postos de trabalho formais e 30% do PIB”, diz Adalberto Luiz, analista de crédito do Sebrae. “A sustentação da economia passa pelo apoio a esses empreendedores. Oferecer recursos era e continua sendo fundamental.” O Sebrae calcula que as PMEs foram responsáveis por 78,8% do total de operações de crédito no segundo trimestre de 2020, período mais crítico da pandemia: a linha mais procurada foi para capital de giro. Entre março e agosto, o acesso às linhas emergenciais cresceu 40,6%. Ainda assim, pelo menos um quarto dos empreendedores enfrentou dificuldades. Na maioria das vezes, esbarraram na burocracia dos bancos credenciados, que praticavam taxas maiores do que o prometido e pediam garantias como imóveis e recebíveis. “Outro problema foi que algumas linhas exigiam destinação específica, principalmente as ligadas a pagamento de folha ou antecipação de recebíveis”, diz Cleber Genero, vice-presidente de Pequenas e Médias Empresas e Identidade Digital da Serasa Experian.

Diante das dificuldades, muitos foram atrás de fontes alternativas de recursos, como as fintechs, que costumam oferecer planos especiais, com taxas e prazos reduzidos, para micro e pequenos empreendedores. Quem já estava em um caminho de retomada também apostou nos investidores-anjo, capazes de fornecer não apenas recursos, mas também estratégias de recuperação. E houve ainda aqueles que conseguiram crescer na pandemia, e foram capazes de captar aportes com equity crowdfunding, fundos de venture capital e corporate venture.

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