Bora limpar

o planeta!

Faça parte da turma de empreendedores que estão deixando o mundo mais verde. Conheça as histórias e as estratégias de 50 empresas com soluções inovadoras para reduzir emissões de carbono, desenvolver fontes de energias renováveis, regenerar ecossistemas, eliminar o desperdício e transformar resíduos em fontes de riqueza

Não há limites para o potencial das greentechs no Brasil. Os desafios que se impõem ao país são enormes, e de difícil resolução. Foram décadas de exploração descontrolada de recursos, ocupação desordenada dos territórios e negligência dos órgãos públicos. Aos poucos, porém, o setor privado percebe que é necessário incorporar práticas ambientais aos negócios, sob pena de cair na irrelevância. Mas, para além do ESG, a grande mudança está mesmo nas mãos das startups de impacto ambiental, capazes de conjugar inovação e propósito na busca de uma nova economia, que tenha o planeta como prioridade.  
“É urgente apoiar os negócios com soluções que preservem os ecossistemas e ajudem a resolver a crise climática. Esses empreendedores precisam de um ambiente mais propenso para crescer”, diz Daniel Contrucci, da Climate Ventures — plataforma que tem como objetivo acelerar a economia de baixo carbono no Brasil. “Para que o ecossistema se desenvolva, precisamos da colaboração de diferentes players, como fundos, aceleradoras, empresas e governos.”
Falta maturidade às cleantechs brasileiras, segundo o Mapeamento do Ecossistema de Cleantechs realizado pela FGVces, Coppe, ABStartups e EDP. Os dados mostram que 64% faturam menos de R$ 500 mil, e 39% ainda não atingiram o break even. “São startups pouco desenvolvidas, seja pelo faturamento baixo, seja pela falta de ineditismo tecnológico”, diz Ana Moraes Coelho, gestora de projetos no Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV. “Mas o país oferece condições para a expansão do setor, caso haja uma estratégia nacional de longo prazo de estímulo à inovação.” 
Um dos entraves para a expansão desse mercado é a dificuldade de acesso ao crédito. Os investidores insistem que há recursos de sobra para empresas bem estruturadas; já as startups dizem que os fundos são avessos ao risco. “Todos os investidores, sem exceção, dizem que querem aportar, mas falta um pipeline qualificado. Por isso, um dos objetivos da Climate é capacitar esse empreendedor”, diz Contrucci.
Conhecer profundamente o problema que quer solucionar, ter clareza de propósito e dialogar com entidades de apoio são requisitos básicos para empreender na área. São muitas as oportunidades em diferentes segmentos (confira box ao lado). “Um dos setores mais promissores é a rastreabilidade. Cada vez mais, as grandes empresas vão precisar de serviços que rastreiem toda a cadeia produtiva, para mostrar ao cliente que não está destruindo o meio ambiente”, diz Contrucci. “E precisamos muito de gente que aposte na bioeconomia, para estimular o desenvolvimento sustentável em ecossistemas como a Amazônia.” Um setor que deve crescer muito nos próximos cinco anos é o de energia limpa. “Hoje a maioria das startups atua no mercado B2B. Mas a tendência é que isso se inverta e o consumidor final passe a ser o alvo”, diz Andrea Salinas, diretora de inovação da EDP, que comanda dois programas de aceleração de cleantechs. “Mas para isso precisamos de uma mudança na regulamentação e de soluções mais baratas para o cliente”, afirma. 
Energias limpas, gestão de resíduos, emissões de carbono, preservação de ecossistemas, indústria e agricultura: conheça a seguir 50 empresas que criaram soluções inovadoras e eficientes, capazes de impactar o futuro do planeta.

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