Logística acelerada, atendimento humanizado, guide store, novas ferramentas, presença multicanal, marketing de contato: conheça as melhores estratégias para vender mais em 2021

O momento é de reinvenção e luta. Mais que lamentar todos os golpes sofridos pelo varejo no ano que passou, é hora de levantar a cabeça, entender tudo o que mudou nesse cenário e partir para a batalha, armado com o conhecimento adquirido nos últimos meses e com as soluções desenhadas por quem conseguiu sobreviver — e, mais do que isso, prosperar — na pandemia. A proposta para 2021 é vender mais. Não apenas recuperar o terreno perdido, mas ir além, expandindo para outros mercados e regiões, com a ajuda das melhores práticas e ferramentas à disposição do varejista. 

Com a vacinação ainda no início, e sem previsão para o fim da pandemia, o cenário de incerteza  permanece. 2020 foi um ano muito duro para o varejo: só em São Paulo foram fechadas 64,1 mil empresas do setor, de acordo com a FecomercioSP. Segundo Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, os piores meses foram março e abril. “A queda foi vertiginosa, por causa do fechamento das lojas físicas, e também porque quem ainda não vendia pela internet mostrou-se despreparado”, diz. 

A partir de maio de 2020, alguns setores conseguiram reduzir a queda e até se recuperar, em função de fatores como auxílio emergencial, estímulos fiscais e crescimento do e-commerce. “Em agosto, os números voltaram a ficar positivos, numa série que se estendeu pelos meses seguintes”, afirma Santos. A edição mais recente da PMC, referente a novembro, mostrou que, no acumulado do ano, houve alta de 1,2% no volume de vendas do varejo em relação ao mesmo período de 2019. Com isso, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projetou um cenário de crescimento de 2,3% no ano fechado. “Em uma analogia com o futebol, ganhamos o jogo de 6 a 5. Foi duro, mas ganhamos”, diz Fabio Bentes, economista-chefe da CNC.

Nesse ambiente volátil, destacaram-se os empreendedores que conseguiram turbinar rapidamente as vendas online — não apenas por meio do e-commerce próprio, mas também marcando presença nos marketplaces, aplicativos e redes sociais. Plataformas de relacionamento como WhatsApp, Instagram e Facebook, que possuem funcionalidades de comércio direto, nunca foram tão exploradas. Um levantamento da Receita Federal mostra que o faturamento nas vendas em comércio eletrônico disparou 45% de março a setembro, em comparação com o mesmo período de 2019. Já o número de pedidos no digital mais do que dobrou: o país teve 110% mais notas fiscais emitidas. “Quem já estava dialogando com novas tecnologias, conectado com o contexto de rápida transformação e com uma cultura voltada à inovação, conseguiu sobreviver e até mesmo crescer na crise”, afirma Rubens Massa, professor do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV.

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