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como fazer mais com menos

Ser mais eficiente na gestão do negócio é a melhor estratégia para enfrentar a crise atual

Desde o início da pandemia, há pouco mais de dois anos, o empreendedor brasileiro vem se desdobrando para fazer uma gestão mais eficiente do seu negócio e manter ou recuperar a margem de lucro. A crise econômica atual tem colocado inúmeros obstáculos. Inflação, juros elevados e falta de insumos são apenas alguns deles e tornam mais complexo o desafio de fechar as contas no azul. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal da Fundação Getulio Vargas, por exemplo, registrou em junho uma alta acumulada de 10,31% em 12 meses. Já a escassez de matérias-primas nesse período afetou cerca de 50% das indústrias do país. Em cenários como o atual, cada centavo conta para o controle do fluxo de caixa. É preciso trabalhar com excelência, reduzir custos, eliminar desperdícios, não gastar além do previsto e aproveitar bem os recursos disponíveis. Fazer mais com menos é um mantra do empreendedorismo que deve ser levado ainda mais a sério agora. Para Luciana Lima, professora de estratégia e liderança do Insper, o momento exige uma reavaliação criteriosa de todos os processos para identificar possíveis falhas e encontrar alternativas para traçar uma estratégia visando o crescimento. “O primeiro passo é pensar nos diferenciais e pontos positivos do negócio, e em critérios que justifiquem possíveis reduções, cortes ou substituições”, afirma. “Em seguida, o dono do negócio deve avaliar como seus clientes seriam impactados pelas mudanças e quais eles podem não aceitar. Esses são os aspectos que não devem ser alterados de forma alguma.” Assim ficará mais fácil saber como promover ajustes sem correr maiores riscos.

Fazer mais com menos passa necessariamente por um controle rigoroso das finanças e ajustes nas despesas. Em períodos de crise, ter uma redução no faturamento é mais do que esperado, e quase sempre fica impraticável seguir o plano de investimentos traçado para períodos de economia estável. Medidas básicas como renegociar prazos maiores e melhores condições de pagamento com fornecedores e evitar gastos que não são essenciais para a manutenção do negócio são fundamentais. Da mesma forma, procurar reduzir despesas fixas, como aluguel, água, luz e telefone tem de fazer parte da lista de ações imediatas a serem tomadas. Novas tecnologias só devem ser adquiridas se forem decisivas para aumentar a lucratividade. E vale o alerta: nem sempre a tecnologia mais cara é a melhor. É importante saber antes para qual tipo de negócio ela é mais adequada. No caso de pequenos empreendedores, tecnologias mais simples e baratas, ou até mesmo versões freemium, podem dar conta do recado. Captar novos clientes não deixa de ser prioridade, mas ainda assim há alternativas para gastar menos, como usar as redes sociais de forma estratégica para atingir seu público-alvo e contatar antigos consumidores que deixaram de comprar e reconquistá-los. “Feiras e eventos são ótimos canais para desenvolvimento de novos fornecedores e prospecção de clientes”, afirma Luiz Alberto Stephan Junior, consultor do Sebrae. “Frequentá-las é algo que não pesa no bolso do empreendedor.”

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