A longa RETOMADA DO VAREJO

Artur Grynbaum, 51 anos, diz que está vivendo no Dia da Marmota. O CEO e sócio do Grupo Boticário se refere ao filme Feitiço do Tempo (no original, Groundhog Day), em que um personagem é obrigado a reviver o mesmo dia inúmeras vezes. “Acordo cedo e vou correr, algo que me dá destreza para enfrentar o dia. Venho para o escritório de casa e fico o dia inteiro fazendo reuniões. Daí, à noite, posso tomar um vinho e assistir a um seriado com a Carina, minha esposa. E no dia seguinte faço tudo de novo.” Não é bom, mas é o possível, diz. O importante é manter a calma e a resiliência para enfrentar o pior momento do varejo no país. Depois de ser obrigado a fechar 3.750 lojas em março, ele agora observa com atenção a reabertura das primeiras unidades em cidades como Curitiba, Porto Alegre, Campo Grande e Cuiabá. Mas sabe que a retomada será lenta – pela sua estimativa, levará de 12 a 18 meses para chegarmos a algo que ele chama de “novo normal”. Sem citar números, Grynbaum diz que o faturamento do grupo deve cair dois dígitos em relação a 2019 (quando a receita foi de R$ 15,3 bilhões), e que haverá perdas também em 2021. “O país nunca voltará ao que era antes da pandemia”, diz. Mas ele acredita que é possível, sim, sair da crise – desde que haja unidade e um forte espírito de cooperação.

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