Um novo empreendedor

Paulo Solmucci

é presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel)

O futuro da alimentação fora do lar trará muitas mudanças, sem dúvida. Mas não serão transformações sísmicas. Nos últimos seis meses, infelizmente desapareceram do setor 300 mil estabelecimentos. Em algum momento, esse espaço será reocupado por novos entrantes. A tendência é de que se amplie o leque, com estilos de bares, cafés, bistrôs, lanchonetes e restaurantes diferentes dos que existiam na pré-pandemia. 

O que muda daqui para a frente? A segmentação se abrirá ainda mais. Continuarão existindo, sim, os estabelecimentos propícios para aglomerações. Mas também haverá aqueles focados no distanciamento social. Crescerá, é claro, a fatia do segmento da comida saudável, encaixada nos movimentos slow food, vegetariano e vegano. No entanto, permanecerão em cena, por exemplo, as churrascarias do tipo rodízio e as casas de cozinha mineira com suas porções de torresmo, seus réchauds de feijoada e frango ao molho pardo. 

O que se dá como certo é que muitas das tendências que já estavam em curso ganham maior dimensão e velocidade a partir de agora. O delivery, por exemplo, foi levado às máximas alturas durante a pandemia. É no rastro dessas mudanças que emergirão os empreendedores dispostos a ocupar o vazio resultante do encerramento de tantos negócios durante a crise sanitária. Vem aí uma geração sintonizada com a linguagem tecnológica e comportamental do século 21, e que também já será sabedora das redobradas exigências de saúde e higiene dos consumidores. 

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