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Gestão

NOVOS DESAFIOS

Especialistas elencam as dificuldades que franqueadores e franqueados terão nos próximos meses e mostram caminhos para superá-las

Nos Estados Unidos, considerado o mercado mais maduro do mundo, o franchising enfrenta dois grandes desafios: mão de obra e logística. E por aqui, com quais dificuldades franqueadoras e franqueados estão se deparando? Como superá-las? Veja o que dizem especialistas e, antes de fechar negócio, analise quais redes estão mais estruturadas e saíram na frente.

INFLAÇÃO E JUROS EM ALTA

“Fazia muito tempo que o franchising não trabalhava com inflação”, diz André Friedheim, presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Há gerações de franqueadoras e franqueados que estão vivenciando pela primeira vez seu impacto nos negócios: aumento dos custos e redução da margem de lucro. Para não repassar para o consumidor, que também vem perdendo a capacidade financeira, uma das soluções, segundo ele, é “beneficiar-se do poder de escala da rede na compra de matéria-prima”.

Quem pensa em adquirir uma franquia deve avaliar com cautela o cenário econômico, diz Maurício Morgado, coordenador do Centro de Excelência em Varejo da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-Eaesp): “Num momento de inflação, a renda fixa paga mais, então muda a conta que o empreendedor tem de fazer: ele vai entrar num negócio que tem mais risco, e por isso precisa buscar retornos maiores e ser mais conservador no prazo de restituição”.

MENOR LUCRATIVIDADE

Com o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) também em alta, afetando diretamente o aluguel das unidades, “as franqueadoras têm de olhar como seus franqueados terão resultado financeiro positivo”, afirma o presidente da ABF. Isso passa por renegociar com fornecedores e implantar a transformação digital para reduzir o tamanho das lojas e o número de funcionários.

Para o coordenador da FGV-Eaesp, é preciso que franqueadora e franqueados tenham disposição de se sentar à mesa para conversar, abrir contas com transparência e chegar a uma solução, que será multifacetada. “Passará por redução de despesas, de custos de insumos e matéria-prima, racionalização de processos operacionais e busca de novos mercados”, afirma Morgado.

Nesse cenário, a lucratividade invariavelmente será menor. “Não se faz um negócio para ganhar R$ 1 milhão. Você faz 200, 300 negócios que somam R$ 1 milhão”, diz Eder Max, consultor de negócios do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em São Paulo (Sebrae-SP). Segundo ele, “cada vez mais ganha-se na quantidade, mas é preciso refletir: há público para isso?”.

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