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FACUNDO GUERRA

é pai de Pina, mestre e doutor em ciência política e autor do livro Empreendedorismo para Subversivos. Depois da sua demissão, criou 18 negócios

Já faz alguns anos que insisto na ideia de que os empreendedores precisam politizar seus negócios, por algumas razões. Se, com nossas empresas, decidirmos concorrer com as corporações na oferta de produtos e serviços, fatalmente perderemos. Contra uma corporação tudo vira commodity, e o jogo das commodities é vencido por quem tem mais caixa ou melhor preço. 


Para fugir dessa disputa, precisamos injetar uma certa paranoia em nossas ofertas. Além de diferenciação de produto (raramente uma corporação é berço de inovação), devemos arriscar mais em nossas narrativas e comunicação. Daí que a politização do discurso vem a calhar. Se você tentar agradar a todos, dificilmente será lembrado. E não ser lembrado, nestes dias em que a nossa atenção virou o grande produto do capitalismo informacional, é o mesmo que não existir. 

Na pós-pandemia, a grande catalisadora, tudo se acelerará. Não dá pra jogar runas e prever o futuro, mas uma coisa é certa: o mundo entrará em crise. Já entrou, aliás. Se o novo coronavírus nos ensinou algo é que não existe nada de democrático numa crise: ela afeta tudo, mas de maneira desigual. Da crise e de seus mares revoltos emergirá um novo consumidor, um que preza pela verdade. 

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