Do macro ao micro

Facundo Guerra

é pai de Pina, mestre e doutor em ciência política e autor do livro Empreendedorismo para Subversivos. Depois da sua demissão, criou 18 negócios

Tenho passado meus dias em reclusão absolutamente obcecado em encontrar sinais, pistas, vestígios de um passado pré-pandemia que me indiquem futuros possíveis dentro do capitalismo. Pequenos alertas culturais, que serão amplificados e se transformarão em novas relações entre consumidores e criadores de produtos e serviços. Me sinto como Alan Turing tentando descriptografar códigos de guerra nazistas, em busca de pistas em meio ao excesso de ruído.

Das centenas de documentos e estudos que li, quase todos mostram que, uma vez findo o teatro de horrores no qual fazemos figuração, existirá persistência no hábito de comprar do pequeno e médio produtor. Algumas razões explicam esse novo comportamento.

Em primeiro lugar, a razão egoísta: se tivermos de romper com o medo de consumir, será preferível comprar tudo que esteja mais perto. Quanto mais longe, maior o risco, uma vez que a distância multiplica os pontos de contaminação. Quanto mais perto, menos manipulado, menos viajado. Logo, comprar do produtor ou revendedor do bairro será menos arriscado do que adquirir um produto que foi montado ou produzido longe e viajou milhares de quilômetros.

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