Como as
startups estão revolucionando
o varejo

Cresce o número de retailtechs, empresas que usam tecnologias como IA e análise preditiva para aumentar a eficiência de lojas físicas e virtuais. Entenda suas estratégias e saiba como entrar nesse mercado

O varejo brasileiro passa por um momento de mudanças profundas. Se antes as novidades tecnológicas chegavam em ritmo lento e iam sendo absorvidas ao longo de meses — ou até mesmo anos —, agora tudo pode mudar de um dia para o outro. Com a crise do novo coronavírus, qualquer resistência dos lojistas à tecnologia de ponta caiu por terra. Inteligência artificial, análise preditiva, realidade aumentada e softwares de gerenciamento omnichannel passaram a fazer parte da rotina das operações. E ajudam os lojistas na atração e retenção de consumidores, na gestão de inventários e estoques ou na oferta de ferramentas como pagamentos sem contato, que trazem mais segurança aos consumidores pós-quarentena. 

A velocidade com que essas transformações estão sendo implementadas não seria possível sem a presença das retailtechs, nome dado às startups que trazem inovação para o mercado varejista. Hoje esse segmento é formado por 644 empresas, de acordo com a pesquisa Distrito Retailtech Report 2020 — o número representa um crescimento de 544% em relação ao verificado no início da década. A maioria (71,9%) atua no segmento B2B, com soluções para meios de pagamento, mobile commerce, engajamento do consumidor e logística de distribuição, entre outros. A expansão do segmento se justifica pelo tamanho do mercado que atende. No Brasil, o varejo ampliado (que inclui veículos e materiais de construção) movimentou cerca de R$ 1,91 trilhão em 2019, com crescimento de 3,9% sobre o ano anterior, segundo o IBGE.

Os investidores estão de olhos bem abertos para esse mercado. Segundo o mesmo levantamento, foram realizadas 238 rodadas de venture capital entre 2011 e 2020, que representaram um volume de aportes de US$ 1,1 bilhão. Grande parte desse montante foi captado em 2019, por conta de três rodadas de vulto: Loggi (US$ 150 milhões), VTEX (US$ 140 milhões) e MadeiraMadeira (US$ 110 milhões). Com a chegada da pandemia, o número de aportes diminuiu: entre janeiro e agosto, os investimentos nas retailtechs somaram apenas US$ 29 milhões. Mas, mesmo em um ano atípico, a startup de soluções para o comércio eletrônico VTEX captou US$ 225 milhões em setembro — o que garantiu seu posto como o mais novo unicórnio no país. 

Gostou? Para ter acesso a essa reportagem completa e ao conteúdo integral da edição,
acesse a Pequenas Empresas & Grandes Negócios pelo aplicativo Globo+, que está disponível na Google Store e na iTunes Store. 

GoogleStore.png
AppStore.png
Logo-Novo-Finalizado---Sem-fundo.png