Por uma moda

mais sustentável

Há tempos a moda é considerada uma das maiores vilãs na batalha por um planeta mais verde. Uma nova geração, porém, dedica-se a criar negócios que eliminam o desperdício, reduzem as emissões de carbono e estimulam o consumo consciente. Conheça alguns desses heróis

Texto Mônica Kato   

Fotos Carol Quintanilha, Camila Cara e Lucas Bori

 

Quando o assunto é sustentabilidade, a moda ainda está longe de conseguir resultados aceitáveis. No ranking de vilões do meio ambiente, o setor ocupa o segundo lugar, atrás apenas da indústria petroquímica. A produção de poliéster, fibra sintética mais utilizada no mundo, leva microplásticos em sua composição: somente essas partículas contribuem com 8 milhões de toneladas de resíduos despejados nos oceanos todos os anos, segundo a  Nature Climate Change. Estima-se que a cadeia de produção da moda seja responsável globalmente por 10% da emissão de gases de efeito estufa — ou seja, 1,2 bilhão de toneladas de CO2 por ano.

Não é de hoje que as grandes grifes tentam mostrar que estão empenhadas em diminuir seu impacto negativo no planeta. Para algumas marcas, a solução foi investir na compensação de suas emissões de carbono, colaborando indiretamente com organizações ambientalistas. Outras anunciaram sua intenção de produzir peças mais duradouras, para diminuir a velocidade do consumo. Há quem esteja promovendo uma gestão mais sustentável da cadeia produtiva. E os que eliminaram o uso de pele animal em suas peças. Não é o bastante, dizem os especialistas, que apontam os altos preços das roupas “sustentáveis” e o estímulo ao consumo de novas coleções a cada estação como prova de que pouca coisa realmente mudou.

Felizmente, uma nova geração de empreendedores começa a mostrar o real caminho da transformação. Eles investem em materiais tecnológicos ou biodegradáveis, comandam processos de produção mais saudáveis e adotam o princípio da economia circular, com ações que trazem benefícios para o meio ambiente e para as próprias marcas. Atendem assim aos anseios dos millennials e dos integrantes da geração Z (os nascidos entre 1995 e 2010), mais preocupados em reduzir sua pegada de carbono do que em colecionar roupas de grife.

“A geração Z é a mais consciente da história. 87% dos jovens desse grupo têm uma grande preocupação com o meio ambiente. E são essas pessoas que daqui a pouco terão o poder aquisitivo para consumir moda”, diz Bruna Ortega, especialista em tendências do WGSN, que monitora e identifica os rumos do segmento. Para a consultora, o consumidor de hoje já chega com uma postura slow fashion. “Ele quer consumir menos produtos, com maior durabilidade, fabricados dentro de valores nos quais acredita, sem degradar a natureza”, afirma.

Quem pensa em abrir uma empresa de moda precisa se adequar a esse novo cenário. “Ele deve investir em caminhos para tornar o negócio consciente”, diz Chiara Gadaleta, fundadora do Movimento Ecoera, que integra os mercados de moda, beleza e design com sustentabilidade ambiental, social e econômica. “Para isso, deve se cercar de profissionais que coloquem o planeta em primeiro lugar.” Tão importante quanto criar uma cultura de carbono zero é comunicar essa postura ao consumidor. “Porque, no futuro, ninguém vai comprar uma peça de roupa antes de saber se a empresa protege o meio ambiente.” Conheça a seguir seis empresas que encontraram o caminho da moda sustentável.

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